quarta-feira, 1 de julho de 2009

Escolhas.

Foi voltando para casa ontem, que eu tive tempo para pensar sobre algumas coisas da vida. Coisas essas que eu gostaria de pensar com mais frequencia, mas quase nunca posso. Estava decendo uma das ruas do centro da cidade, quando olhando para o céu, percebi que todas as pombas que voavam por ali, acabavam por pousar no telhado de uma mesma casa. Fiquei intrigada. Por que ficavam todas no mesmo lugar? Estavam juntas? O telhado daquela casa era maior do que os das casas ao redor? Não, não era. Tinha uma cor extravagante ou diferente? Não, não tinha. Então por que, meu Deus, elas escolheram AQUELE telhado? Parei de andar, e comecei a direcionar aquela situação para minha vida, para o meu cotidiano...Será que todas as escolhas que eu fiz, durante 15 anos, tinham algum motivo? Será que eu, como aquelas pombas, fazia escolhas nada sensatas? Será que muitas vezes fiz escolhas erradas, sabendo que eram erradas? A resposta era sim. Todos os dias. E comecei a ter medo disso.
Enquanto as via voando em cima de minha cabeça, e voltando fielmente aquela mesma casa, pensei também em insistência, em escolhas que julgamos até o fim, serem as certas. Sobre certezas que teimamos em ter, quando não temos certeza de nada. Sobre a complexidade que é escolher alguma coisa, pensar nos prós e nos contras, e finalmente pensei na simplicidade que é não pensar em nada disso, só escolher. De repente elas saíram de lá, e dessa vez não voltaram.

É, talvez tenham mais escolhas a fazer.

5 comentários:

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  2. Insitinto, simples assim. Pousaram em um telhado porque tinha que ser e precisavam do telhado. O interessante é ve-lo como um telhado especial, porque TODOS os pombos estavam nele. Sendo assim, melhor crer então que todos os pombos estão certos, do que acreditar que apenas um deles carregou todos os outros. Acredito que seja assim com as escolhas, mas não com as pessoas. Somos racionais, muitas vezes não instintivos e por isso ficamos em telhados diferentes.
    3 coisas:

    1- Não sou um pombo, mas se tiver comida em um telhado, eu iria, e as pessoas que não verem a comida vão crer que sou só mais um naquela casa e nunca saberão o verdadeiro motivo de eu estar lá.
    2- Os pombos voltarão. Enquanto houver comida.
    3- Agora sou leitor do blog, e pombo, nas horas vagas, enquanto a paciencia me permitir. ahehaheahehaehaheahehaehaheahea

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  3. Acredite, ALGUMA coisa aquele telhado tinha. Nem mesmo os animais correm pra algum canto que não tenha nada pra oferecer XD. As vezes a vista ali era melhor, ou era numa área que tinha mais comida, ou servia de anteparo pro vento... vai saber. O dia que eu conhecer alguém que fale com pombos, eu te respondo ahauahauahauahauahau

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  4. Interessante observação...mais interessante ainda perceber que já me deparei diversas vezes com amesma a situação - as pombas no telhado - e nunca parei para filosofar ou relacionar o fato com minha própria vida. Portanto, seguindo o raciocínio, creio que interferimos - e muito - em nossas escolhas, porém, algo maior nos leva para certos caminhos aos quais não temos controle. Esse algo maior talvez se chame DESTINO - uma palavra sensacional que merece um estudo aprofundado. Gostei do texto. Bjão

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  5. Obs: Tentei comentar no mínimo 5 vezes e dava erro...hunfes

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